26 de setembro de 2014

Quando Você Voltar...


Quando você voltar 
Quero ter o melhor sorriso em meus lábios
Oferecer o abraço mais carinhoso,
O beijo mais doce,
E um Amor Refeito

Quero esquecer os dias de angústia
Lembrar os sorrisos e alegrias
Rir das bobagens sentidas
dos medos vividos
E me curar das dores sofridas
Das noites mal dormidas...

Quero ser melhor,
Mais amável, menos amargo
Enxugar tuas lágrimas e afagar tuas dores
Refazer nosso sonho e
Reinventar as alegrias sufocadas
Deletar a distância e recuar a ausência

 Eu estarei pronto quando você voltar
Para ser para você o que nunca fui
Para  oferecer mais
E vivermos o que sonhamos,
Mas por medo preferimos acordar...

Eu estarei aqui pra você,
Quando você voltar

S2S2



3 de setembro de 2014

Porque em mim nada mudou...


Eu tento disfarçar, não deixar você saber
Que aqui dentro meu peito arde...
Hora de amor hora de tristeza...
Mas não dá. Sou transparente,
Meu sorriso não mente e por trás dessa cortina,
Dos lábios que sorriem, meus olhos choram,
Minha alma geme, e na garganta 
Um nó que torna amarga as palavras...

Poderia me livrar de tudo e sair por aí 
Cantando liberdade, descobrindo novos amores,
Experimentando novos sabores...
Mas meu desejo grita mais alto
E meu coração dispara em galope,
Só de lembrar teu sorriso, de pensar no teu nome...
Assim, continuo aqui, à beira do caminho, 
Sorrindo aos que passam, esperando que do nada,
Você me arrebate de uma vez e me leve com você.
Para onde você for...
Assim continuo amando, porque em mim nada mudou
...
Josafa
S2S2


5 de agosto de 2014

O Sonho Desejado


Em um dia de Sol
As nuvens que passam parecem fugir
O tempo com elas Voa
E no chão meus pés pesam...

Queria estar Lá,
Onde meu coração Pulsa
Minha mente me transporta
E meus olhos se fecham para ver
O que meu coração deseja ardentemente

E mesmo assim Existe algo de Divino
Quando no peito o sentimento
Que às vezes parece fugir à humanidade
Renasce a cada nascer do Sol
Se expande até o anoitecer
E adormece à luz da Lua

Um dia de Sol
É mais um dia de saudade
De vontade de Jogar tudo pro ar
E correr pra teus braços,
Que é onde me encontro
Encontro o aconchego que preciso
Me sinto seguro aí

Quando isso acontece,
Sinto-me nas nuvens
De perto vejo a Vida
Emanando do Astro maior
E arejando as sombras
Que no meu caminho às vezes
Assombram meus dias

É onde meus medos não existem
Minhas angústias se dissipam
E faço do teu abraço meu castelo
E do teu colo meu abrigo
Então eu vou,
Um dia pra não mais ter que voltar
E serei Para Sempre teu
E você Para mim
O Sonho Desejado

S2S2





15 de maio de 2014

No Acaso do Amor



Encontrei você, tão meiga e Radiante
E em teu sorriso uma calma
Que apesar de sombria me encheu o coração
E agora transborda em meu olhar

Meu coração outra Hora aflito
Em uma curva da estrada
Encontrou no teu, o aconchego desejado
O sonho sonhado, agora vivido
E assim, sem mais demora
Consigo sorrir só de lembrar teu nome

No Acaso, se é que no amor Existe,
Percebi que a vida tem mais sentido
Quando vivida plenamente
Descobri que posso fazer Coisas Incríveis por Amor
Mas o Amor Pode fazer muito mais EM mim

No amor, por acaso descobri
Que a transformação acontece
Antes aqui dentro, depois erradia
Não melancólica, nem sôfrega
Mas Vibrante, e reluzente
Por fim Entendi...

Não é o Acaso, é o Amor



6 de maio de 2014

Um Novo Amor...


Busco a cada manhã um novo amor
Porque o que renasce com o raiar do dia
É cheio de vida, é o recomeço


Não busco por vaidade ou insegurança,
Muito menos por insatisfação,
Pelo contrário o 'novo' me completa
Como a Noite completa o dia

É pelo prazer de ver em teu olhar
O que ontem não ví, o recomeço me refaz
Refaz o sentimento, re-pulsa o coração
Para viver de novo a mesma emoção,
Aquela do primeiro olhar.

É assim, 
Em cada gesto um novo amor,
O mesmo que acelerou meu coração
Em uma disrritmia constante
Ao brilho de um olhar
No segredo de um sorriso
No sabor de mais um beijo...

Encontro em você a cada manhã
O abrigo que meu coração precisa
O sossego que a alma anseia
Porque ao teu lado me sinto seguro
Protegido, acolhido...

Meu novo amor é Você
Que a cada manhã me reconquista
A cada gesto me encanta
E em cada sorriso me fascina
É o mesmo da Primeira vez,
Que renasce a cada dia
Mais intenso e mais belo...

S2S2

22 de abril de 2014

Em Meu Coração


Meu coração, embora feliz por amar você.
Não pode conter e vive apertado de saudade...
Meu sorriso, quase sempre é distante,
Pois o teu, mesmo a quilômetros ainda é o motivo do meu

Meu olhar parece perdido,
Mas sei muito bem
Que ele anseia por encontrar nos teus olhos
O brilho que o fará vidrar de felicidade

Porque te amar é assim,
Tão intenso quanto intenso é o respirar de uma criança...
Tão real e tão necessário quanto é viver.
Porque em mim, o coração já pediu
Pra parar o tempo, a saudade, a distância, a ausência...
S2S2
 


3 de fevereiro de 2014

Primeiro Poema


É como se no início
Toda a emoção se ampliasse
Todas as sensações se intensificassem
E todo o Amor, jamais sentido desabrochasse

Mas hoje não é o início
Muito menos o fim...
É o momento que se faz
Que na intensidade do Primeiro
Se expande até agora

É a extensão da alegria
A expansão do amor
O dilatar das sensasões
De meses a fio
É Hoje que tudo flui
Tudo Converge
Em um só momento
Tudo o que já se viveu

Viver é assim, cada minuto uma vida
Cada Dia uma experiência
Amar é assim, Cada dia todas as possibilidades
Cada manhã todas as emoções
Jamais experimentadas
Se confluem em um só sentimento

Primeiro Poema, 
Dos outros que ainda virão
De Tantos que já por aí estão
Então se não é o primeiro
Aqui dentro sinto-o como se fosse
A emoção, o sorriso, o coração
Que bate descompasado
Lembrando cada minuto
Re-vivendo cada emoção...

Que a cada manhã
Nossa vida seja o primeiro Poema
O Primeiro amor
Sem medo de Ser Feliz...

S2S2


5 de dezembro de 2013

VerS'TigeM


Verso que ao In-verso faz re-verso e
Trans-verso ao Tempo do Uni-verso
Faz Anti-verso.


Ver-Ti na imaGem
de um Vers'pelho que reflete
O que a Alma insiste em guardar
Cultivar, ignorando Contr-versos da vida...
Que parecem que não mas pode ser...


O in-verso do Verso é a realidade nua e crua
Sem rua nem lua, sem teto nem uni-verso
Ver'ti'gen'te é a vida...
Qu'em um verso cria, faz um Universo


Um verso ao In-verso, pode ser um des-verso?
Di-verso daquilo que eu Verso
De nada adiantaria...


Não existe Nada
Por mais grotesco e fétido que seja
Que não possa, não seja, não aceite
se Vers'ficar
O Tempo e o Uni-verso
Sofrem Vertigens com os delírios
Daquilo que o verso'ador con-versa
Com o Uni-verso
...


1 de novembro de 2013

Desejos...


Meu desejo é intenso, 
Não mais que a vontade de viver
Viver e desfrutar tua companhia
Todas as manhãs, tardes e noites
Desejo, como intenso é a força do pulsar
No coração
A vontade de abraçar, o ardente beijo
O calor dos corpos, o suor na pele...

Desejo como Amo,
Amo como desejo...
Totalmente entregue àquilo que me faz sorrir
Faz o coração acelerar, as pernas tremerem
Os olhos brilharem e dilata os lábios
Para mais um doce beijo...

Assim desejo cada minuto com você
Desejo secretamente mas meus poros
Exalam meus segredos
Ao toque das tuas mãos,
Se esvai qualquer senso de realidade
Somos entregues àquilo que nos atrai
Os corpos se contraem,
Como se fossem um apenas

Desejos...
Somos tomados por eles, sempre...
Um desejo intenso, mas ponderado, calibrado...
Amor que não é como os outros,
É maior, entregue, completo
Desejo que Ama como nunca,
Amor que deseja ardentemente...
E deixa os sentidos à flor da pele a cada lembrança
 
Meu desejo é Amar desejosamente você
Teu corpo, teu sorriso, tua alma
A cada minuto com um pouco mais de intensidade...
Intensamente como se não houvesse nada mais
Importante a se fazer nesta vida
A não ser...
Ser completamente Teu,
Sempre...


S2S2


Na Sombra...



...Foi bom ver a tua sombra,
A sombra dos teus olhos,
O brilho do teu sorriso...
Ouvir o som da musica na tua voz,
Sentir o cheiro do perfume...
Ver a rosa em suas mãos...
E até as flores aos teus pés...
Você esteve lindamente linda,
Foi realmente BOM!!...
S2S2

18 de outubro de 2013

Ver o Tempo...

 Ver o tempo que passa
E passar o tempo olhando
Observar os Sóis que vêm e vão
O vento que balança o ar
Bagunça o cabelo e derruba os telhados...

Ver a Vida que vai, como um carro veloz
E à beira do caminho ficam
Estáticos os postes, Mortas as árvores
Correm os animais, não se ouve nada

E a Vida vai passando
Os olhos arregalados
A voz muda em desespero
Vai passando lentamente a vida
Como um cortejo de morte...
E à beira do caminho ficam
As vidas vividas os sonhos morridos
As Fases da Lua
As Estações do Ano...

Eu Vejo tudo, extasiado com o Tempo
Que passa sem dizer adeus
Vai sem se quer pensar em voltar
Só deixa a saudade
A esperança que morre aos poucos
O Sonho que vira pesadelo...

Como um Rio turbulento
Cujas águas jamais voltam
Sem cumprir seu curso
E desaguam no mar, revoltoso Mar
A embarcação que reluta pra não ser levada
À deriva, pela água que vai
Ao léu, pela vida que corre
Enquanto vejo o Tempo, ele passa
E daqui não dá pra mudar nada
Não dá pra entrar no curso.
É esperar passar
...
É Ver Escurecer o Sol, brilhar as estrelas,
Fechar o tempo e enfrentar a Tempestade
Na esperança de que amanhã
O tempo volte mais ameno
E passe menos veloz
E Brilhe novamente o Sol

O Tempo passa
Os dias voam
A Vida evapora
É um Tempo muito curto
...

4 de outubro de 2013

Des-contos de uma Lua II


Em Noite de Lua Cheia...

Parece que não, mas a Lua hoje está mais brilhante, mais brilhante em todos os sentidos, está completa, reflete com toda a sua belezura o Sol. A chuva do início da Primavera dissipara a fumaça que camuflava seu brilho, e o ar parecia se deliciar com a brisa e o cheiro de flores... Uma ou outra nuvenzinha passa, mas logo é enxotada pela dona da Noite, que esbraveja a qualquer que tente ofuscar seu sombrio brilho.
Em noites de ira ela se fecha para o mundo e brilha de costas para o universo, mas hoje não, ela está mais radiante que moça do sertão em tempos de festa Junina...
Diz a lenda que é em noite de Lua Cheia que homens se transformam em lobos, mulheres em mula sem cabeça... É um mistério brilhante as estórias que rondam as noites mais claras...
Mas há de ser que nesses tempos pós-modernos essas coisas não mais acontecem, ou, se acontecem são disfarçadas em “evolução” ou em estórias científicas petrificadas, mortas, desprovidas da magia que é a vida...
Outro dia ouvi, que em períodos de lua cheia as mulheres ficam mais histéricas, os homens mais vorazes, “sexualmente falando”, falam de sensações estranhas, desejos incontroláveis visões inexplicáveis...
Ele, caminha por entre as árvores de um pequeno bosque próximo ao centro da cidade. Seus pensamentos até agora vaguearam sobre as questões e curiosidades em torno da maravilhosa lua que brilhava no céu já quase a marcar o ponto extremo acima das árvores...
As árvores do bosque permitem que raios da luz lunática alcancem o solo, lá refletem a grama molhada da chuva que caíra na tarde, aqui e ali uma pequena poça de água no chão ameaça encharcar o tênis que usa, anda com cuidado pelo caminho feito para passeios e caminhadas. Ao final do bosque um muro baixo marca o início de um pequeno cemitério que já não é mais usado, porém habitado por mortos e pequenos repteis há centenas de anos.
A trilha não chega ao muro, mas de cá pode-se ver o cume das pequenas cruzes e formas variadas das catacumbas já deterioradas pelo tempo...
Na pequena fatia de bosque que separa o caminho do muro ele ouve ruídos, é a parte mais densa da vegetação, a luz quase não chega à grama a não ser em raras frestas deixadas pelas copas das árvores mais altas. Não se preocupa, e pondera que pode ser algum pequeno animal que habita o bosque, a procura de alimentos.
No meio do caminho, em uma clareira maior a luz da lua permite uma visão perfeita da areia molhada, uma poça de água se forma bem ao centro pelo uso constante dos caminhantes, junto à poça ele observa uma pegada, parecida com um pé humano, porém mais alargado, e logo à frente outra, parecida com patas de cachorro porém muito maior do que comumente se via. De súbito um arrepio lhe passou pelo corpo. Nas pegadas escorria água vindo da poça, o que indicava que era recente, porém não havia ninguém na pista, pelo menos ele não vira nada.
Enquanto observa, um pouco encurvado para ver direito por causa da pouca visibilidade, atrás dele ouve um ruido muito próximo saindo da pequena faixa de mato e uma respiração ofegante, como de um cão farejando, e ao mesmo tempo aparentando uma pessoa cansada de uma longa corrida.
As sensações se alternam entre medo, desespero e vibração. As estórias de assombração ouvidas na infância que lhe faziam perder o sono durante as madrugadas passavam todas pela sua mente. Se levanta com um movimento leve, como quem não quer assustar a fera, ou como quem quer um tempinho para disparar em uma carreira alucinada pelo medo.
Nesse momento percebe que qualquer tentativa de movimento seria inútil, sente-se paralisado, não consegue reagir...
Ouve nitidamente os passos atrás de si, mais e mais próximos, e passa adiante, um vulto, uma pessoa, seguido por um grande cão, provavelmente seu único amigo. Leva um enorme saco nas costas, nele carrega tudo que encontra que possa de alguma forma ser útil. A roupa rasgada, suja e demasiadamente grande, está encharcada pela chuva e constantes gotas que caiam das árvores, em uma das mãos uma sacola com algumas latinhas, logo para, abaixa-se e pega uma lata de cerveja jogada à beira do caminho. Balança, escorre todo o liquido, põe-na em pé no chão e de súbito a amaça com um dos pés. Sem calçados os pés enlamaçados e achatados, talvez nunca usara um sapato. Observa mais a frente, embrenha-se no mato, faz barulhos, galhos quebram arbustos balançam, logo volta com mais uma latinha na mão e repete o ritual de amassamento.
Continua seu caminho, seguido pelo enorme cão que acompanha cada movimento, cheirando tudo que encontra, como quem procura algo para comer...
Paralisado vê o desajeitado vulto sumir na próxima curva do caminho. Não conseguiu se quer dizer “boa noite”, não foi capaz de oferecer ajuda. Deu meia volta e caminhou até o carro estacionado na rua próximo dali.
No caminho até seu apartamento uma horrível sensação toma conta da sua alma. A certeza de que seria inútil sentir pena sem se importar realmente. Covardia deixar ir sem ao menos tentar ajudar. Hipocrisia dizer que é responsabilidade do Estado, e não fazer sua parte...
A noite, embora linda se tornara em uma longa reflexão sobre a vida, a existência humana e as relações pessoais... 
Quando se viu estava de volta ao bosque, caminhando, agora à procura da estranha figura de horas atrás, a lua já se declinara para Oeste, as sombras invadiam o caminho outrora iluminado. Quando ao longe vê o vulto, se aproxima ansioso por oferecer uma noite de descanso àquela alma sofredora. Percebe que está onde antes ele observara as pegadas junto à poça, a ansiedade não o deixa observar, quando se dá conta o que vê são dois vultos, nitidamente enormes 'cães', um deles usando as roupas rasgadas que antes vira na pessoa, ambos sentados à beira da poça, olhando-o fitamente. Olhos brilhantes, dentes expostos, gestos ameaçadores. O saco estava à beira do mato. Novamente fica paralisado...
...
Às seis da manhã vozes passos, sussurros. Abre os olhos vagarosamente, a copa as árvores o deixam confuso, tudo parece estar girando, as pessoas em volta chamam, mexem, comentam o que poderia ter acontecido. Se levanta atordoado, as pessoas se dispersam uma a uma, um ou outro pergunta o que havia acontecido, prefere dizer que não sabe.
Caminha novamente até o carro, suas roupas estão sujas, reluta em sentar, pois irá sujar o banco. Arruma o espelho interno e observa sua aparência. Arranhões no rosto, sente algo estranho na boca, confere os dentes, tem quatro presas nitidamente maiores e afiadas, se assusta. Observa a camisa rasgada à altura do peito, desabotoa e vê marcas de uma mordida. Trêmulo dirige até seu apartamento. Toma banho e adormece.
...
Segunda feira, às sete da manhã o escritório já cheio de clientes, cabeça dói, mas a semana está só começando... Sai para tomar um café na padaria, enquanto toma seu café alguém põe a mão em seu ombro, quando se vira a xícara cai, boquiaberto observa à sua frente o mesmo vulto da noite anterior, respiração ofegante, à porta o cão sentado observando, se recompõe, senta-se em uma mesa com o estranho 'amigo', tomam café juntos enquanto conversam sobre política e economia...





3 de outubro de 2013

O Olhar

Há quem diga que seja ele
A janela da alma
Que diz em silêncio
Aquilo que a boca reluta em se calar
Não por ser mistério
Mas por não ter como
As palavras decifrarem
O que os segredos do coração alarma...

Eu vi, no teu olhar, uma miniatura de mim
E é de um mistério inexplicável
Algo grande demais pra ser real
Pequeno demais para conter
Um tamanho tão grande
De sentimento reduzido
Condensado em um Olhar

É no Brilho do Olhar
Que às vezes dizemos palavras indizíveis
 E se o Olhar diz as coisas que nem eu sei
Por certo é porque o que sinto,
Não precisa de palavras

Há de ser que o Amor,
Esse que tentamos entender
Não seja feito de coisas explicáveis
Talvez seja ele um mistério 
Reservado para a alma 
Daqueles que conhecem 
Os segredos do Olhar...

S2S2





20 de setembro de 2013

Des-contos de uma Lua

Em Noite de Lua Crescente...

Ele não sabia que estava sendo observado, ao longe um vulto se faz em silhueta à sombra da luz...
A Lua, que outrora se escondia por entre as nuvens, desandou em um sorriso alargado, um pouco inclinada para o Norte, - Vai chover, pensa ele, - ou seria ao contrário?... Não lembra mais.
Sob o silêncio do universo os grilos criquilam pelos arbustos e grama rasteira, a relva já fria e umedecida pelo orvalho da noite que já cai há duas horas... Em tempo, a Lua se vai como quem se delicia com a partida, sabendo que amanhã virá mais cedo, ficará mais tempo, e assim será até que fique a noite toda...
Sentado, olhos fitos no horizonte escuro, ensolarado pelo reflexo da luz que a Lua emprestara do sol, aqui e ali um reflexo das gotas de orvalho, fresco, recém-nascido...
A silhueta está mais próxima, caminha em sua direção, vislumbra um sorriso doce e meio, sente o perfume a alma dilata em uma imensidão de afeto e carinho, a sensação de ser abraçado em alguns segundos toma conta do corpo que sente calafrios de emoção...
De súbito alguém lhe tapa os olhos com as mãos, sente-a gelada, apalpa, tenta reconhecer instintivamente, se angustia pela dúvida e incapacidade de decifrar, sente raiva pela interrupção daquilo que estava prestes a acontecer... -É a Saudade,- sussurra ela ao seu ouvido.
Retira a mão, e ele fita novamente o Horizonte já tomado pelas sobras, a lua, com o sorriso melancólico se esconde rapidamente por trás das árvores ao longe.
Uma gota de orvalho quente escorre em sua face..
Se levanta e vai, sabendo que amanhã ela virá, quando menos espera, e ficará para sempre em seu mundo...

Péricles in:
S2S2


    

18 de setembro de 2013

Um Amor Assim...

Um Amor assim tão bonito, tão gostoso...
Uma vida assim compartilhada,
Sem medo de ser Feliz,
Com a Certeza de que é isto que queremos,
E por isto vamos juntos lutar,
Sem pressa de chegar,
Porque sabemos onde queremos chegar
E chegaremos na hora certa,
No tempo exato, em que
Nossos corações terão a mesma pulsação...
É assim que Amo e é assim que sinto teu amor,
Mesmo às vezes cuidadoso, protegido
Em tuas convicções e dúvidas talvez
Receoso da reação das pessoas...
Mas sinto em você um amor verdadeiro e sincero,
Como nunca senti antes...
E isto tranquiliza meu coração para esperar
Esperar você o tempo que for necessário
Até que fique pronta e Segura para vivermos
Tudo o que Deus Preparou para nós 
TE AMO...

 Teu cozinheiro, Sempre...
S2S2